Manaus, o que fazer, melhor época, onde ficar

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Veja em Manaus, o que fazer, melhor época, onde ficar

Manaus, não foi amor a primeira vista.

No ano de 2020 eu fiz duas viagens que muitas coisas deram errado.

Na primeira, que foi para La Paz, na Bolívia, eu posso até atribuir a ter tido uma má impressão da cidade por falta de infraestrutura, pelo caos da cidade e por falta de profissionalismo dos profissionais do turismo.

Já em Manaus, eu tive alguns problemas distintos, com a locadora do carro, no caso, a Localiza, que eu sempre costumo elogiar em meus textos, mas que nessa viagem me decepcionou bastante.

Também tive problemas com o apartamento escolhido pelo AirBnb, que a realidade não condizia com as fotos, além de ficar em uma área barra pesada, e eu ter precisado, às pressas, fazer uma troca.

Tive problema com o transfer de uma agência de turismo, que não conseguia achar o meu endereço, simplesmente por não saber usar o Google Maps.

Inacreditável, não é?

Mas depois de muitas explicações, de uma forma bem analógica, ele conseguiu nos localizar.

E para completar, no meu último dia de viagem, que eu teria a manhã bem tranquila para fazer alguns passeios, a Gol mudou o horário do meu voo.

Este seria no final da tarde, direto para o Rio de Janeiro, e passou a ser às 13h, com conexão em Brasília, fazendo com que eu perdesse a manhã do último dia para conhecer mais alguma atração da cidade.

Enfim, não foi um caso de amor com Manaus, mas vamos esquecer esses pequenos problemas e mostrar o que a cidade tem de bom.

Como chegar em Manaus.

Manaus, o que fazer, melhor época, onde ficar

De avião

Bom, as três companhias aéreas brasileiras voam para Manaus, e costumam ter voos diretos a partir de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. 

Partindo de umas dessas três cidades, os preços das passagens de ida e volta, com taxas incluídas, começam em R$550,00, comprando com antecedência e em períodos promocionais.

Uma média de preços dos voos para Manaus, ainda usando essas cidades como referência de partida, costuma ficar por uns R$800,00 (ida e volta + taxas)

Belém, Boa Vista e Santarém, possuem voos diretos para Manaus pela Azul.

Já outros destinos da região Norte, como Palmas, Rio Branco, Macapá e Porto Velho, possuem voos com conexão pelas grandes companhias ou por companhias aéreas regionais. 

De carro

Caso você não esteja indo de Boa Vista (RR) para Manaus, o que dá quase 800 km em mais de 12 horas de viagem, chegar a Manaus de carro, não é uma possibilidade.

Portanto,se você mora em qualquer outro lugar do Brasil, esqueça a hipótese de fazer uma viagem de carro para Manaus.

De ônibus

Chegar a Manaus de ônibus, valem as mesmas questões de chegar de carro, portanto pule para a próxima.

De barco

Uma forma bastante comum de se locomover pela região amazônica é de barco, sobretudo pela imensa rede de rios navegáveis e caudalosos da região, principalmente o Negro e o Amazonas.

Sendo assim, caso você esteja perto ou queira fazer uma viagem de muitos dias, navegando pela Floresta Amazônica, cogite a possibilidade de fazer uma viagem de barco entre alguma cidade da região e Manaus.

Quando ir – Melhor época para conhecer Manaus

A temperatura máxima em Manaus oscila entre 28 e 31º C o ano inteiro, mas não se iluda com esses três graus de diferença ou com cidades onde as temperaturas batem os 40º C, Manaus é um calor dos infernos todos os meses do ano. É uma estufa, muito úmida e quente. Manaus também chove bem o ano inteiro.

No entanto, se você quiser diminuir a possibilidade de ter a companhia da chuva estragando os seus passeios, tente fazer sua viagem de lazer para Manaus entre junho e novembro. O mês menos chuvoso é agosto.

Veja o gráfico do índice pluviométrico da cidade de Manaus abaixo.

Índice pluviométrico da cidade de Manaus

Onde ficar em Manaus

A região que concentra a maior parte dos hotéis de Manaus é o centro da cidade, e é uma excelente área para conhecer boa parte das atrações da cidade a pé, ou gastando muito pouco com UBER.

Entretanto é uma região que precisa de atenção e maiores cuidados à noite. Durante o dia, todas as ruas que eu andei, estavam sempre bem movimentadas e policiadas, principalmente próximo às atrações turísticas.

Outras regiões que costumam ter boas opções de hospedagem, sobretudo se você optar por alugar apartamentos pelo AirBnb, são os bairros de São Geraldo, Nossa Senhora das Graças, Adrianópolis e Chapada.

Manaus se divide, principalmente, em duas grandes avenidas, a Constantino Nery, que corta toda a cidade em direção ao aeroporto, e a Avenida Brasil, que segue até se encontrar com a Avenida Coronel Teixeira e leva para o bairro da Ponta Negra.

Ponta Negra é um bairro bem elitizado de Manaus, tem praia fluvial, calçadão, ciclovia, quiosques, programação cultural, batalhões da GM, PM e Bombeiros. Tem algumas opções de hotéis e mais algumas de apartamentos por temporada.

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Praia fluvial da Ponta Negra vazia por conta das restrições da pandemia

Porém, Ponta Negra é distante de todo o resto de Manaus,e você, com certeza,terá uma despesa extra de UBER para se deslocar entre o bairro e as principais atrações da cidade, que ficam no Centro.

Para quem opta por Ponta Negra como base para conhecer Manaus, só estará próximo da Marina do Davi, que é de onde partem os barcos para visitar o Museu do Seringal e as próprias atrações do bairro.

O que fazer em Manaus.

Teatro Amazonas

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O Teatro Amazonas é uma jóia arquitetônica de Manaus, e, provavelmente, seu principal cartão postal. A imagem imponente do prédio rosa em estilo renascentista se destaca no Largo de São Sebastião.

Sua construção foi para atender aos anseios  da elite amazonense da época, e a obra ficou pronta em incríveis dois anos. Neste período, o Estado do Amazonas vivia o apogeu do Ciclo da Borracha.

Embora por fora, a construção seja linda e imponente, não se contente em apreciar o teatro somente pela parte externa.

Vale muito fazer uma visita guiada, para conhecer um pouco mais da história do teatro, assim como aprender sobre sua construção, sobre os materiais utilizados, de onde vieram, entender da sua acústica e o luxo de cada elemento, estrategicamente escolhido, como símbolo de status e elegância manauara, que era considerada na época, a Paris dos trópicos.

Foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1966.

SERVIÇO: Visitação de terça à sábado das 9 às 15h.

ENTRADA: R$20,00 inteira e R$10,00 (meia)

As visitas guiadas precisam ser agendadas pelo site da Secretaria de Cultura.  

Centro Histórico

Como era de se esperar, o Centro Histórico de Manaus é a parte mais antiga da cidade e também bem deteriorada, principalmente os prédios sem importância histórica e/ou arquitetônica, que não foram tombados pelo IPHAN, e, portanto, não têm uma preservação adequada. Em outras palavras, tem muito prédio caindo aos pedaços por lá.

E também o desordenamento urbano é visível em diversas construções, que são verdadeiros “puxadinhos” ao lado de prédios bem conservados e que ajudam um pouco a contar a história da cidade, como o próximo item dessa lista.

Palacete Provincial

Palacete Provincial de Manaus abriga 5 museus e tem entrada gratuita
Palacete Provincial de Manaus abriga 5 museus e tem entrada gratuita

O Palacete Provincial funciona em um belíssimo e bem preservado prédio, onde, por mais de 100 anos funcionou como quartel da Polícia Militar do Amazonas.

Em 24 de março de 2005 fechou para uma grande obra de reforma e restauração que durou 4 anos, sendo reaberto ao público em 2009, já transformado em espaço cultural, onde abriga 5 museus, sendo eles:

Museu de Arqueologia

Reproduz um pouco da história do Estado, através de achados arqueológicos, escavações e artefatos encontrados na região.

Museu de Numismática do Amazonas

O Museu de Numismática do Amazonas ajuda a contar a história e evolução do dinheiro em todo o mundo, desde a época em que as mercadorias eram trocadas, passando pelas primeiras cunhagens de moedas, chegando às moedas atuais.

Seu acervo conta com mais de oito mil peças, entre moedas, cédulas e outros artigos que contribuem para que o visitante entenda a história do dinheiro.

Museu da Imagem e do Som

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O acervo do Museu da Imagem e do Som conta com centenas de máquinas fotográficas, filmadoras, discos, CDs, DVDs, cartazes de filmes, quadros e fotos de filmes e documentários gravados na Amazônia.

Pinacoteca do Estado

A Pinacoteca do Estado do Amazonas conta com obras dos mais importantes artistas locais do último século. São fotos, quadros e gravuras que mostram a evolução da pintura em épocas distintas.

Museu Tiradentes

O Museu Tiradentes é uma homenagem à Polícia Militar do Amazonas, assim como aos Bombeiros do Estado. Conta um pouco a história de diversos conflitos que ocorreram ao longo do tempo na região.

IMPORTANTE: A Pinacoteca e os 4 museus citados acima ficam localizados dentro do Palacete Provincial

Mercado Municipal Adolpho Lisboa

O Mercado Municipal Adolpho Lisboa é o “mercadão” de Manaus, ele foi inaugurado em 1883. Sua construção é em estilo art-noveau e seu material, quase todo em ferro fundido, foi importado da Europa. Foi projetado por Gustave Eiffel, famoso Engenheiro francês, que também projetou a famosa torre parisiense que leva seu nome.

O mercado é famoso por abrigar diversas lojinhas que vendem artigos regionais como doces, castanhas, camisetas e lembrancinhas de viagens. Assim como farinhas, “garrafadas” para todos os males, tucupi e frutas regionais. 

Por ali também, você encontrará diversas agências de turismo oferecendo os principais passeios de Manaus.

Na parte da manhã, descarregam nas bancas de pescados, os principais peixes amazônicos, de todos os tamanhos e cores. Vale uma visita neste horário, pois os peixes são bem diferentes daqueles que estamos acostumados no litoral.

Há no mercado também, dois restaurantes que servem comidas regionais amazônicas. 

O Mercado Municipal Adolpho Lisboa fica na margem do Rio Negro, exatamente no ponto de onde saem os principais passeios turísticos etambém barcos de viagem que levam turistas e moradores para cidades no interior da Amazônia.

Leia também: O que fazer em São Luís do Maranhão

Arena da Amazônia

A Arena da Amazônia foi um dos “elefantes brancos” construídos com o dinheiro público para sediar a Copa do Mundo do Brasil, em 2014. Como o futebol amazonense é inexpressivo, hoje em dia, a administração do estádio tenta dar alguma utilidade a ele.

Reza a lenda que existem visitas guiadas ao estádio, inclusive essa informação consta no site da Arena da Amazônia, no entanto, no rodapé da página diz que as mesmas estão suspensas, por conta de avaliação técnica.

Se você conseguir, volta aqui e me conta como foi. Eu só vi por fora.

MUSA – Museu da Amazônia

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É um projeto mal feito de Jardim Botânico, que leva o nome de museu, sei lá o motivo

Um orquidário que não tem orquídeas, um serpentário que só tem jararacas, um lago de vitórias régias com as plantas bem deterioradas (talvez pela época do ano, não sei), um aquário ao lado do lago, com peixes gigantes para o espaço reduzido, trilhas mal sinalizadas e uma torre de observação para ver pelo alto um pedaço da floresta amazônica.

Diz que tem um borboletário, que nem lembro, um jardim sensorial que não passa de uns temperos plantados em vasos.

Resumindo, o MUSA fica bem longe da zona hoteleira de Manaus, você vai gastar no mínimo uns R$30 de UBER, mais a entrada do parque que está no valor de R$30,00,  precisa agendar a visita via e-mail e no final você vai se decepcionar.

É inacreditável que uma atração do porte do MUSA não tenha um sistema de reserva e compra de ingressos online, você precisa agendar e fazer uma transferência para a conta do “museu”.

Caso você queira fazer uma visita guiada, contemplar as aves com a ajuda de um guia, assistir o nascer ou pôr do sol, o valor por atividade é de R$50,00.

Caso eu volte a Manaus, certamente eu não visitaria o MUSA novamente.

Se você for a primeira vez, visite e passe raiva também, ou volte aqui e me chame de chato e reclamão, caso você adore o lugar.

Museu do Seringal Vila Paraíso

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Sem dúvidas, um dos melhores passeios para quem visita Manaus é o Museu do Seringal Vila Paraíso.

O museu, na verdade, foi um set de filmagem para o filme “A Selva” do diretor português Leonel Vieira. O filme foi uma adaptação do livro homônimo do escritor português Ferreira Castro.

Ao término das filmagens, a equipe do filme doou o set de filmagem, um seringal cenográfico, para a Secretaria de Cultura do Amazonas, que o transformou em museu.

Nas visitas, que são guiadas, é possível conhecer o processo de extração do látex, a seiva da seringueira e a formação das pelas de borrachas. Com a riqueza de detalhes do cenário é possível perceber como viviam de formas bem distintas, o seringueiro e o seringalista.

Enquanto o primeiro vivia em condições precárias, análogas à escravidão, o segundo, o seringalista (dono do seringal), ostentava uma vida de luxo, mesmo em meio à floresta amazônica.

Para chegar ao Museu do Seringal, você deve ir de UBER ou ônibus até a Marina do Davi, que fica após a Praia de Ponta Negra e pegar um barco até o museu.

SERVIÇO: De terça à sábado das 9 às 15h. – Última visita às 14h.

ENTRADA: R$10,00 (preço único) – Com guia incluído.

BARCO: R$14,00 o trecho

TEMPO DE PERCURSO: 30 minutos

Praia Dourada

A Praia Dourada não é uma praia fluvial como você deve imaginar e sim deques e bares flutuantes às margens do igarapé Tarumã. Fica a 10 km da Praia de Ponta Negra e 22 km do centro de Manaus.

Por lá, as atrações são: ficar nas barracas de praia comendo, bebendo e proseando, pegar sol e dar uns mergulhos no rio.

Você também pode dar umas remadas de stand up paddle (SUP) com as pranchas do Abaré SUP and Food, que é uma das barracas mais animadas da Praia Dourada, com programação que inclui DJs e bandas ao vivo. 

Praia da Lua

A Praia da Lua tem esse nome pelo formato que seu banco de areia forma às margens do Rio Negro em períodos em que as águas do rio estão baixas. Nos períodos de cheia, entre janeiro e julho, a praia desaparece.

A praia tem barracas com mesas, cadeiras e guardas-sol e servem bebidas geladas, almoços e petiscos, tudo ali bem pertinho da água. 

Para chegar à Praia da Lua você precisa pegar um barco na Marina do Davi, portanto pode combinar com o passeio ao Museu do Seringal Vila do Paraíso

As águas do rio começam a baixar em agosto e é quando a Praia da Lua começa a “dar as caras” e segue funcionando até dezembro, quando aos poucos, os rios da região começam a encher novamente. 

Como chegar na Marina do Davi

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Não espere luxo, a Marina do Davi é essa da foto acima.

Ônibus: Estando hospedado na região central de Manaus, você pode pegar o ônibus 120, que faz o trajeto Centro/Ponta Negra. Ao descer no ponto final em Ponta Negra, caminhe mais 400 metros até a Marina do Davi.

Outra opção é pegar o ônibus da linha 126 (Centro/Tarumã), descer no Acesso Alphaville e de lá pegar o ônibus 641 até Ponta Negra e caminhar mais 350 metros até a Marina.

UBER: Do centro até a Marina do Davi, a corrida custa aproximadamente R$20,00. Pode ser mais dependendo do dia, horário e chuvas. A tal da tarifa dinâmica. No dia que eu fui, minha corrida saiu por R$28,00

TÁXI: O mesmo percurso por aproximadamente R$37,00

Experimentar o Tacacá

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O famoso tacacá, prato típico amazonense de sabor forte e amargo.

O tacacá mais famoso de Manaus é o da Gisela e o quiosque fica bem no meio do Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas.

Como a hora que eu fui, estava fechado, acabei provando de um restaurante na praça, e posso te garantir que é um prato que não vai agradar paladares mais sensíveis

O tacacá é feito com a goma da mandioca, tucupi, camarão seco, pimenta e jambu.

O jambu é uma erva típica da região amazônica, que, além do amargor característico, tem propriedades anestésicas. Daí você sentir uma leve dormência na boca.

É forte, apimentado, amargo e anestesia a boca, é uma sensação difícil de explicar, mas é muito bom. 

Porém se você quiser só experimentar, peça um pote pequeno e divida com alguém. Caso goste, peça outro

Encontro das águas (passeio completo): mergulho com botos + aldeia indígena + pesca do tucunaré + almoço.

Esse é um passeio que sai do porto atrás do Mercado Municipal Adolpho Lisboa e tem duração de quase o dia inteiro. Tem saída às 9h e retorno por volta das 16h.

A ordem das atrações pode variar de acordo com cada passeio, assim como o restaurante flutuante, onde o barco vai parar para o almoço.

Mergulho com botos

O barco para em um píer flutuante e os turistas descem, colocam coletes salva-vidas e aguardam sua vez de mergulhar no rio em grupos de até 10 pessoas, junto com o guia.

O guia fica batendo sobre a água peixes menores para que os botos venham e tentem buscar o peixe fora d’ água. Você vê os botos de perto, sente eles passando por suas pernas, e, com sorte alguém fora d’água consegue registrar uma boa foto.

Visita a aldeia indígena

O barco para em outro ponto do Rio Negro, e é preciso fazer uma pequena trilha em meio à floresta amazônica quente e úmida (muito quente), até chegar à aldeia. Por lá as atrações são os próprios índios que recebem bem os turistas, fazem apresentações de danças típicas e no final te convidam para dançar com eles.

Antes da dança começar, você pode tirar fotos com animais típicos da região, como preguiças e cobras sucuri ou fazer pinturas tradicionais no rosto. São opcionais pagos à parte, e, vejam só, eles aceitam cartões de crédito e débito. Há também artesanato indígena para a compra.

NOTA IMPORTANTE: Eu sou contra passeios que exploram animais silvestres, pois nitidamente os animais ficam estressados com o tumulto e a imensa quantidade de vezes que o animal é passado de um colo para o outro. 

No final da visita, há uma tenda, onde você pode provar, dessa vez gratuitamente, algumas das comidas típicas dos índios, como peixe assado, farofa amarela e seca e formiga assada. 

Almoço em buffet

Uma das paradas do passeio é em um restaurante flutuante, com almoço no sistema de buffet liberado e sobremesas, as bebidas são pagas à parte. 

O buffet é muito variado, com diversas opções de peixes fritos, grelhados, cozidos e assados, carnes, frango, excelente variedade de saladas e demais pratos quentes. As sobremesas são frutas locais.

Qualidade, variedade, aspecto da comida e sabor dos pratos excelente.

Pesca do tucunaré

Típico programa que as agências incluem no passeio para dar volume na quantidade de atrações. O tucunaré fica preso em uma gaiola no rio e você joga uns “anzóis” meio fajutos feitos com rolhas e os peixes, eventualmente, mordem a isca.

Não é exatamente uma pesca, até mesmo, porque com o tamanho e força do bicho, precisaria de equipamento profissional e experiência. Você só sente um tranco na vara de pesca e logo o bicho solta.

Programão pega turistas.

Nessa parada da pesca, há uma pequena feirinha com artesanato e alguns produtos indígenas. Você encontra praticamente os mesmos produtos no Mercado Adolpho Lisboa por 1 ⁄ 3 do preço.

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Encontro das águas

Sabe uma coisa que você estudou na escola, ouviu reportagens explicando, viu as imagens pela tv a vida inteira e sempre teve curiosidade de ver de perto? Então, o “encontro das águas” era isso para mim.

Sempre quis ver o fenômeno dos dois rios que se juntam mas não se misturam. Juntos e misturados por aqui não…rs

É bem interessante o barco percorrer um bom trecho e você ver como as águas dos dois rios se encontram, e seguem assim, sem se misturar por tantos quilômetros. 

Explicando o fenômeno do encontro das águas: as águas do Rio Solimões e do Rio Negro se encontram mas não se misturam por mais de 6 quilômetos pois existem diferenças de densidade, acidez, temperatura e velocidade entre elas.

Enquanto a água do Rio Negro é escura, mais densa, carregada de material orgânico, tem temperatura de 28º C e corre a 2 Km/h, a água do Rio Solimões é barrenta, mais fria (tem temperatura de 22º C) e mais rápida, sua velocidade é de até 6 km/h.

Por esses motivos, suas águas se juntam, mas não se misturam.

Onde comer em Manaus

Manaus é uma cidade relativamente barata, onde você encontra barracas, restaurantes populares, e, mesmo os restaurantes mais refinados, não têm preços exorbitantes.

Algumas indicações:

Amazônico Peixaria Regional

Serve a típica comida amazonense em um ambiente limpo, organizado e climatizado (o que é bem importante no caso de Manaus). Sugestão de prato: costela de tambaqui assada e dadinho de tapioca com geléia de pimenta como entrada.

Tacacá da Gisela.

É quase um ponto turístico de Manaus, fica no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas.

Xis Caboquinho:

É um sanduíche típico da região, feito com queijo coalho, tucumâ (fruta regional) e banana frita. Você pode experimentar o Xis Caboquinho em diversas lanchonetes, bares e restaurantes de Manaus.

Banzeiro

É um dos restaurantes mais estrelados de Manaus, a cozinha é comandada pelo chef Felipe Schaedler, que  é natural de Santa Catarina, mas escolheu Manaus para chamar de casa e se apaixonou pela culinária amazonense.

Sugestões: Matrinxã recheado com farinha de uarini e entrada formiga saúva na espuma de mandioquinha.

Coco-Bambu

Se você é daquelas pessoas que viajam, mas torcem o nariz para qualquer prato diferente e exótico, há sempre o onipresente Coco-Bambu para te salvar.

Dinheiro x Cartão em Manaus

Bom, se você leu sobre a parte do passeio do encontro das águas, que uma aldeia indígena no meio da selva aceita cartões de crédito e débito, nem preciso falar mais muita coisa né.

De qualquer forma, Manaus é a capital de um Estado, é uma cidade turística e você não terá problemas para pagar passeios, refeições, hospedagens e outros serviços nos cartões. Ainda assim, é fácil encontrar bancos e terminais 24 horas por toda a cidade para um saque de emergência.

Como se locomover em Manaus – É preciso alugar carro?

Não, não é preciso alugar carro em Manaus. Os principais passeios são próximos entre si e você poderá realizá-los a pé ou com corridas bem baratas de UBER. Com um carro alugado, você vai precisar se preocupar em seguir indicações de GPS e encontrar vagas ou estacionamentos no centro da cidade, o que certamente sairá mais caro que usar carros de aplicativos.

Os passeios mais distantes, como a Ponta Negra, o MUSA ou a Marina do Davi, você pode ir de transporte público. Consulte o app Moovit. Caso você queira mais conforto, agilidade e segurança, há sempre as opções de táxi e UBER.

No começo desse post eu disse que tive problemas com a locadora de automóveis, pois aluguei carro somente para os três primeiros dias de viagem que fui para Presidente Figueiredo. Quando eu cheguei de volta em Manaus, entreguei o carro alugado e só rodei de carros de aplicativos.

Como se vestir/ O que levar para Manaus.

Se você quiser se vestir como os índios é uma ótima sugestão de traje para os seus dias em Manaus, afinal de contas a cidade é um caldeirão quente e úmido.

Brincadeiras à parte, Manaus no dia a dia é uma cidade bem simples, e como também é bem quente, as pessoas são bem informais. Portanto, não tenha maiores preocupações estéticas durante o dia.

Durante a noite, a cidade continua abafada, mas se você quiser jantar em um restaurante bacana é sempre bom levar uma muda de roupas mais arrumada. E é só!

Manaus, o que fazer, melhor época, onde ficar

Leia também: Como se vestir em Gramado

Remédios/ Hospitais/ Seguro viagem

Protetor solar sempre, em Manaus, até o mormaço queima. 

Já repelente, olha que curioso, nem será tão preciso. Segundo um guia de um dos passeios que eu fiz, o material orgânico em decomposição no solo faz com que o ar fique ácido e afaste os mosquitos. Se é verdade eu não sei, mas não tive incômodo com mosquitos em nenhum dos passeios que fiz dentro da floresta. Mas caso você tenha sérios problemas com picadas de mosquito, é mais prudente ter um repelente à mão.

Remédios, é sempre bom levar os de uso regular, sobretudo os que precisam de receita médica. Além daquele kitzinho básico de analgésicos e antitérmicos, e mais alguns remédios, que cada um tem os seus preferidos e necessários.

Por eu ter ficado em uma região cercada de hospitais públicos, particulares e universitário, sentia que qualquer problema era só dar uns 30 passos e estaria dentro de um deles, mas como viajei para Manaus durante a pandemia, evitava até passar na porta.

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Internet/ Telefone/ Comunicação

Problema zero com isso, telefonia e internet funcionaram perfeitamente em toda a cidade e mesmo nos passeios pelo rio e dentro da selva. 

Segurança em Manaus

As áreas turísticas da capital amazonense estavam sempre bem policiadas no período em que estive na cidade.

A região central e do Mercado Adolpho Lisboa se esvaziam rápido após às 16:30h, por isso é importante se programar para sair da área antes disso, pois as ruas ficam desertas.

No  mais, é ter todos os cuidados para circular em uma grande cidade brasileira, cuidar de carteiras, celulares, cordões e relógios. Não circular em lugares desertos, ter cuidado redobrado a noite e pegar sempre um transporte seguro, caso esteja em uma área que fique deserta de repente.

Dicas e Curiosidades de Manaus

  • Manaus é a sétima cidade mais populosa do Brasil, segundo o IBGE. São quase  2,2 milhões de habitantes.
  • É a capital com o maior consumo de peixe por habitante de todo o Brasil.
  • A primeira universidade brasileira nasceu em Manaus. Fundada em 1909 sob o nome de Escola Universitária Livre de Manáos, é a atual UFAM, Universidade Federal do Amazonas.
  • Manaus tem algumas praias, mas são todas de água doce. O Amazonas é um dos nove Estados do país que não têm acesso ao mar.
  • Os ingleses tiveram grande influência na cidade, na arquitetura, no futebol e nos serviços, como energia elétrica e implantação de bondes elétricos.
  • A decadência do Ciclo da Borracha também teve participação efetiva dos ingleses, que roubaram sementes de seringueiras para plantio e cultivo na Malásia.
  •  O nome “Manaus” originou-se a partir de uma tribo indígena que morava nos arredores da cidade e eram chamados de “Manaós”.
  • Manaus tem o seu fuso horário com uma hora a menos que o horário de Brasília.
  • O maior porto flutuante do mundo fica em Manaus.
  • Manaus já foi conhecida como a Paris dos trópicos, por sua imensa riqueza no Ciclo da Borracha, por influência dos europeus, sobretudo entre as famílias mais abastadas da região.
  • Manaus tem um calçadão de pedras portuguesas com desenhos de ondas mais antigo que o famoso calçadão de Copacabana.
  • É a terceira capital menos arborizada do país. Curioso para uma cidade localizada em plena selva amazônica.
  • Passeios comuns para os manauaras são: curtir um flutuante à beira-rio ou deliciar-se com um café regional. 
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